10 Dias em Cidade do Panamá
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Em suas próximas férias no Panamá, não deixe de explorar esse parque nacional que protege não só a biodiversidade única da bacia do Canal do Panamá, mas também a história do continente.
Explore um dos primeiros caminhos comerciais que uniram a América ao restante do mundo e que, graças a sua enorme importância, obteve o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.
O Parque Nacional Camino de Cruces protege mais de 4.000 hectares de floresta entre a Cidade do Panamá e o vilarejo de Gamboa, na província de Colón.
Se você adora a natureza, sonha em explorar a floresta tropical pela primeira vez ou tem paixão por história, o Parque Nacional Camino de Cruces é um passeio imperdível ao visitar nossa capital.
Sua História
Com a chegada ao “Mar do Sul”, os conquistadores entenderam que a floresta panamenha seria o ponto-chave de conexão em suas rotas comerciais. Desde então, grande parte do comércio mundial passou pelos portos de Portobelo (Colón) e Panamá Viejo (Cidade do Panamá).
O Parque Nacional Camino de Cruces protege os resquícios da primeira parte dessa rota, construída em 1527. O trajeto era realizado em duas partes: o primeiro trecho era percorrido por terra em meio à floresta, por um caminho construído à mão e marcado por pedras que formavam uma espécie de “rua” para facilitar a passagem em condições extremas; a segunda parte era transitada de canoa, desde Venta de Cruces até o porto no Caribe.
Sua Biodiversidade
Juntamente com o Parque Nacional Soberanía, o Parque Nacional Chagres e outras áreas protegidas, o Parque Nacional Camino de Cruces compõe um verdadeiro corredor biológico que protege a biodiversidade da bacia do Canal do Panamá das margens do Pacífico ao litoral do Caribe. O caráter especial dessa região é que, além de essencial para o comércio mundial, ela foi um ponto de intercâmbio natural entre espécies.
O Camino de Cruces segue praticamente a mesma rota hoje ocupada pelo Canal do Panamá, no ponto mais estreito do continente. Isso permite a convivência de espécies do Pacífico com outras do Atlântico, que se deslocam por meio de rios e lagos naturais, além de corpos d’água artificiais que alimentam o canal. Algumas permaneceram e evoluíram nesse território único, e outras continuam chegando de ambos os lados.
Ao explorar o parque, é possível encontrar flora típica da floresta tropical: árvores como cuipo, ceiba, “barrigón” e cajueiro selvagem, além de flores, musgos, fungos e muito mais. Também é possível observar uma grande variedade de aves, como japus, tucanos, trogons e papagaios; e mamíferos como macacos, cutias centro-americana, quatis, bichos-preguiça, tamanduás e, com muita sorte, até mesmo capivaras menores conhecidas como “ponchos”.
A melhor forma de conhecer o parque é caminhar em alguma de suas trilhas. As mais simples, mais curtas e bem sinalizadas, podem ser percorridas por conta própria. Para as trilhas mais longas, o ideal é contratar um guia especializado. Dessa forma, você vai aprender muito e caminhar com segurança e tudo o que é necessário para aproveitar a experiência ao máximo.
Trilha El Pescador: Dificuldade Fácil a Moderada
Esta trilha de 3 km é perfeita para quem busca caminhar pela floresta com um certo desafio, mas o trajeto pode ser facilmente concluído, mesmo se não tiver grande condição física. A sombra das árvores protege do sol e do calor na maior parte do percurso.
Há no final do caminho um espaço perto do rio ideal para apreciar a paisagem e recarregar as energias antes de retornar. Importante saber que não é permitido entrar nesse rio, que é habitado por crocodilos e cobras. Na estação verde, a floresta fica mais exuberante e o rio, ainda mais bonito.
Trilha Búho de Anteojos: Dificuldade Moderada
Esta trilha de 2 km é especial para quem tem experiência ou deseja começar a observar aves. Embora tenha algumas partes inclinadas, ela não exige treinamento especial e oferece muitas oportunidades de observar aves de diversas espécies, como o murucututu.
Trilha Camino de Cruces: Dificuldade Moderada a Difícil
Esta é a trilha principal do parque. Começando na entrada do parque na Cidade do Panamá até Venta de Cruces em Gamboa, o percurso completo permite ver parte do caminho original de pedra. A trilha de 12,5 km percorre rios, floresta e paisagens naturais repletas de história, até terminar no rio Chagres.
Dependendo do passeio que você escolher, sua aventura pode continuar de caiaque ou barco para percorrer o Parque Nacional Chagres antes de voltar à cidade.
Os escritórios de administração do parque estão a menos de 20 minutos do centro da capital.
De carro: pegue a Vía Centenario, estrada Panamá–La Chorrera. Como os escritórios do parque não estão no Google Maps, recomendamos buscar “Sendero Búho de Anteojos” ou “Sendero Camino de Cruces” como destino e seguir as orientações de trajeto apresentadas. Você também pode seguir a sinalização que indica o caminho a Merca Panamá, o mercado central da Cidade do Panamá, que se encontra do outro lado da estrada. Ao se aproximar, você verá letreiros anunciando a entrada do parque.
De ônibus: de onde você estiver, pegue o metrô até a estação San Miguelito ou a estação Cincuentenario, e faça uma transferência para a linha de ônibus C678 ou C974 até a parada Camino de Cruces.
Não deixe de passar pelo escritório do parque e se registrar para que os guardas florestais estejam cientes da sua visita.
Quanto custa a entrada para o Parque Nacional Camino de Cruces?
Os preços no início de 2026 são:
Menores de 12 anos de idade: entrada gratuita
Aposentados: US$ 1
Estudantes: US$ 1
Nacionais e estudantes estrangeiros: US$ 2
Estrangeiros: US$ 5
Onde é vendida a entrada para o Parque Nacional Camino de Cruces?
Antes de entrar no parque, é preciso realizar o pagamento on-line pela página do Ministério do Meio Ambiente do Panamá.
Qual é o horário de visitação do Parque Nacional Camino de Cruces?
O parque abre diariamente das 7h às 15h.
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